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Entenda o que significa o termo economia colaborativa

Impulsionado pela Internet, a origem dessa prática remete há muitos anos, ao escambo, mas com a visão atual do consumo consciente. A ideia central do consumo colaborativo é basicamente a troca.

Eu tenho algo que não quero mais e, ao invés de jogar fora gerando uma quantidade exorbitante de lixo, que nem sempre poderá ser absorvida pelo mundo, eu posso trocar por algo de que necessito, com alguém que está interessado no que tenho. É basicamente esse o mecanismo por trás da economia da colaboração.

Rachel Botsman, autora do livro 'O Que É Meu É Seu: Como o Consumo Colaborativo Vai Mudar o Nosso Mundo' é uma das especialistas em consumo compartilhado. "Vivemos em uma vila global onde podemos imitar os tratos que costumavam acontecer cara a cara, mas em uma escala e de maneiras que nunca foram possíveis antes", diz Rachel durante um TEDx sobre o consumo colaborativo.

"Estamos permutando, trocando, barganhando, compartilhando, mas reinventando em formas dinâmicas e atraentes. O que acho fascinante é que nós conectamos nosso mundo para compartilhar, seja em nossa vizinhança, em nossa escola, em nosso escritório, ou em nossa rede no Facebook. E isso é criar uma economia em que o que é meu é seu", complementa.

Novos horizontes

O conceito de economia colaborativa foi impulsionado também pela geração Y, composta pelos millennials. Eles são os integrantes de uma comunidade que nasceu na transição do "ter", bastante disseminada pela geração anterior, onde carros são sinônimo de status e ter uma casa é mais importante do que viajar; para o "ser", onde ter um trabalho com propósito e uma consciência ambiental são imperativos.

Foi a partir dessa ideia de troca que surgiram empresas no mercado como o eBay – um dos mais antigos serviços nesse sentido. A brasileira ‘Tem Açúcar’, outro exemplo dessa economia, promove a troca de itens com pessoas que vivem na vizinhança, igual era feito antigamente com um punhado de açúcar, café, entre outros.

Mas trocar não necessariamente tem a ver com coisas: pode ser a troca de conhecimento, de tempo, de espaços e até mesmo de serviços. O Airbnb, por exemplo, é um ótimo jeito de trocar espaço. Coworkings também entram nesse novo universo de consumo: um mesmo espaço é compartilhado por diversas empresas, não apenas a dividir custos de manutenção, como também melhorando o aproveitamento do local e promovendo networking.

A startup brasileira ‘Bliive’ é conhecida por promover a troca de tempo e conhecimento. É nessa plataforma que você pode trocar duas horas de uma aula de violão por aprender a fazer um bolo de laranja, por exemplo. Outro item importante nesse cenário da economia colaborativa é a confiança, considerada por Rachel a nova moeda de troca. No Airbnb, por exemplo, você confia em estranhos dentro da sua própria casa. E esses estranhos confiam que o local que você está fornecendo também não lhes trará problemas. Colaboração, consciência de consumo e confiança são a base dessa nova economia de troca.

Matéria: Yahoo Finanças -  Leia Aqui

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