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Saúde Mental em tempos de Coronavírus

Vivemos um momento atípico em que um vírus pegou a todos de surpresa e mudou muitos planos de vida. Por outro lado, esse mesmo fator tirou muitas pessoas do piloto automático e as colocou de frente com os seus conflitos existenciais.

Essa oportunidade de reconexão com o eu interior pode causar conflitos entre motivações versus realidade. Podemos ter um emprego com boa remuneração, mas sem prazer. Uma relação afetiva estável, que se arrasta e exige uma atitude. Filhos carentes de atenção exigindo mais afeto.

O psicólogo Orlando Júnior fala que nem sempre é simples romper com uma realidade consolidada, abrindo espaço para uma vida com mais bem-estar e ter como recompensa a plenitude. “Temos muitas crenças familiares cristalizadas no nosso inconsciente. Muitos medos são heranças da nossa educação e traumas passados”, explica Orlando, que também é sócio-proprietário do Espaço Arkamatra.

Quem teve uma infância com dificuldades financeiras pode ter mais receios de largar um emprego estável e iniciar outra carreira. Assim como quem teve uma educação muito rígida pode ter inseguranças quanto às suas habilidades. O mesmo acontece com pais permissivos, que geram adultos centrados neles mesmos e que não sabem lidar com as frustrações.

Muito se fala sobre angústia, depressão e ansiedade atualmente. O Brasil é o país com o maior número de ansiosos do mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). São 18,6 milhões de brasileiros que sofrem com o transtorno, o que corresponde a 9,3% da população. Na maioria das vezes, o que está por trás desses transtornos é uma vida construída para se ter o controle de todas as situações. Como se fosse possível viver uma vida sem solavancos e ignorando que somos resultado de experiências passadas.

“Somos induzidos a pensar que a vida é uma receita de bolo e isso pode levar a muitos desajustes emocionais. Crescemos, fazemos uma faculdade rentável, passamos por várias pós-graduações, vamos morar em uma casa confortável, com um carrão na garagem, férias legais; mas parece que sempre falta algo a ser preenchido. E falta mesmo, falta entender o que te motiva a viver, a essência da realização pessoal”, fala Orlando.

A psicoterapia pode ser a ponte para uma vida mais realizada emocionalmente, mas depende do comprometimento do paciente para romper com suas crenças limitantes e sair da zona de conforto. O objetivo das sessões de terapia, segundo Orlando, é que se reflita sobre os conflitos internos e ao terapeuta cabe ajudar a organizar essas emoções. “A psicoterapia não tem um número xis de sessões como solução para os conflitos. Cada pessoa tem suas peculiaridades, tempo de despertar e de tomada de decisões. O terapeuta auxilia para que essa mudança se dê de forma madura e consciente”, esclarece o psicólogo.

Ele acredita que essa parada forçada poderá acelerar descobertas interiores, mas também despertará muitos transtornos, como o medo de perder alguém querido, ficar obsessivo por limpeza, fobia de sair à rua ou angústia de não conseguir pagar as contas. “Por mais consolidada que seja a estrutura de vida de alguém, é ilusório pensar que há um porto seguro para sempre. Essa pandemia rompe com a ilusão de que temos o controle de tudo”, finaliza.

Inspirado no Terapia para Todos, o Espaço Arkamatra lançou a edição on-line do projeto para a realização de psicoterapia social à distância, para todo o Brasil. Preencha o cadastro no link e solicite um de nossos terapeutas. Clique aqui.

Saiba mais sobre Orlando Júnior. Ele é autor do blog Decifrando o Arqueômetro

(Texto: Arkamatra. Produzido por Flávia Dias - Jornalista)

 

 

 

 

   

 

   

 

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